sexta-feira, 6 de maio de 2011

Linha 66



Toda manhã
vou pro
Porto da Barra
e fico ali pela praia.
Encaro
o horizonte
até que ele acorde
e venha me
abraçar. Aí
faço de conta
que ele é meu pai.
Isso se chama
genealogia.

(um Amiri Baraka baiano)